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sexta-feira, 29 de maio de 2009

Super-heróis de todo o mundo se registram nos Estados Unidos

Em tempos de proliferação de super-heróis da vida real e da Lei de Registro Super-Humano que assola o universo dos personagens da Marvel Comics, o site norte-americano World Superhero Registry é uma boa pedida para "regularizar" a situação heroica dos combatentes do crime em todo o mundo e servir de ponto de encontro para os supertipos fantasiados. Ou, pelo menos, divertir qualquer internauta com senso de humor.

Uma vasta galeria de "super-heróis" - que atuam sozinhos ou em equipe - de vários países, incluindo algumas figuras já famosas na mídia, como Capitão Jackson, Cidadão-Modelo e a dupla dinâmica Batman e Robin, está listada no site para facilitar aos civis acioná-los em favor dos fracos e oprimidos da vez.

O World Superhero Registry, criado em 2005, também oferece aos seus integrantes, dentre alguns serviços, o apoio de designers de moda para a criação de uniformes e até mesmo especialistas em equipamentos de combate ao crime.

Cidadão ModeloAlguns desses apetrechos estão à venda no WSR, que ainda comercializa o codinome a ser reservado pelo interessado para uso local ou mundial, mediante tabela descritiva de preços.

E para quem deseja conhecer um pouco mais sobre alguns dos heróis ali registrados, basta acessar a página de entrevistas.

Mas não vale esquecer de conferir a filosofia dos super-heróis e critérios para se tornar um verdadeiro representante dessa turma que inspira a justiça e distribui confiança - praticar feitos heroicos e ter uma motivação pessoal seriam alguns dos requisitos.

Postagens no fórum e no blog do World Superhero Registry são permitidas apenas para os cadastrados no site. Portanto, se você não é um super-herói, resta se contentar em admirar o desfile desses corajosos homens e mulheres que, se não despertam admiração, conseguem arrancar boas risadas dos seres humanos comuns.

Fonte: Texto de Marcus Ramone do UniversoHQ

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Editora Record lança Artemis Fowl em quadrinhos

O selo Galera Record, da editora Record, foi criado para atender ao público jovem.

Apostando nos quadrinhos, um dos primeiros lançamentos do selo neste segmento é Artemis Fowl: Graphic Novel (formato 16 x 23 cm, 120 páginas, R$ 23,00), adaptando a série homônima.


Com roteiro de Eoin Colfer (criador da série) e Andrew Donkin, a obra tem ilustrações de Giovanni Rigano e Paolo Lamanna, e tradução de Alves Calado.

Na trama, o leitor conhece o jovem Artemis Fowl, um gênio do crime, mestre por trás de alguns dos planos mais maquiavélicos e tecnologicamente avançados desse século. Ele é o único herdeiro do clã Fowl, uma lendária família de personagens do submundo, célebres na arte da trapaça. Depois que seu pai desaparece misteriosamente com parte da fortuna da família, Artemis se vê na obrigação de assumir o posto do patriarca.

Mas o que ele procura desta vez? Ouro - do Povo das Fadas. O único problema é que este não é um povo qualquer. Artemis não tem idéia do que pode acontecer depois que seqüestra Holly Short, capitã da Unidade LEPrecon. Estes seres encantados não são aqueles dos contos de fadas, eles estão armados e são perigosos. Artemis está confiante de que pode vencê-los quando bem entender, mas eles pararam de jogar conforme as regras.

Esta graphic novel reconta a história do primeiro volume da série, acompanhando as aventuras do jovem gênio do crime e seus comparsas. Artemis Fowl, publicado em 42 países, conta com seis volumes e tem mais de 16 milhões de exemplares vendidos no mundo. Recebeu vários prêmios, como o British Book Awards e o WH Smith.

A obra é um lançamento para a Bienal do Livro de São Paulo, e chega às livrarias no dia 8 de agosto.

Confira um preview da edição.




sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Veja os cartazes de Sonja

O diretor e produtor Robert Rodriguez e sua namorada, a atriz Rose McGowan, participaram da San Diego Comic-Con, para promover o próximo filme do casal: Sonja, a Guerreira.


McGowan interpretará a guerreira ruiva, que se baseia nos quadrinhos da Marvel, e foi criada por Roy Thomas, inspirada em Red Sonya of Rogatino, de Robert E. Howard.

Sonja será produzido por Rodriguez, dirigido por Douglas Aarniokoski e terá roteiro de David White.


McGowan recebeu a proposta de interpretar Sonja, leu o roteiro e se interessou pelo projeto, pois se identificou com a personagem. Rodriguez, que é fã de Conan e de Robert E. Howard desde os 12 anos, achou a idéia ótima.

Sonja já chegou aos cinemas em 1985, num filme com Brigitte Nielsen no papel principal. O novo filme estreará em 2009.

domingo, 18 de março de 2007

Artigo afirma que quadrinhos não são feitos para crianças

"São os adultos, e não as crianças, que ajudam o mercado de quadrinhos a sobreviver". Esse foi o título de uma matéria publicada no último dia 13 de março no site do jornal norte-americano The Detroit News. Segundo o texto, a média de idade dos leitores de HQs nos Estados Unidos, que já era alta (18 anos) em 1989, hoje é ainda maior: 30 anos.

No artigo são levantadas questões como a que indaga se casos semelhantes à da chocante cena de estupro em Crise de Identidade, minissérie protagonizada por heróis famosos como Batman, Mulher-Maravilha e Super-Homem, são um reflexo do quanto os quadrinhos estão virando coisa para adulto, ou se apenas representam a causa do afastamento das crianças dessa mídia.

A verdade é que, ao mesmo tempo em que estimulam a renovação de leitores com ações promocionais e de marketing direcionadas às crianças, Marvel e DC - só para citar as gigantes do setor nos Estados Unidos - produzem revistas em quadrinhos que dificilmente serão digeridas por esse público.

Marvel ActionIsso, é claro, se reflete no mercado de outras praças, como o Brasil, um dos países que mais consomem gibis de super-heróis das duas maiores editoras norte-americanas e de outras mais que eventualmente têm alguns de seus títulos publicados por aqui. Quem imaginaria, até pelo menos os anos 1990, ler uma recomendação de faixa etária na capa de um gibi com as aventuras de Demolidor, Pantera Negra e Cavaleiro da Lua, como pode ser visto na recém-lançada Marvel Action (Panini)?

Editoras dos Estados Unidos também estão investindo pesadamente em graphic novels, que acompanhadas dos adjetivos "luxuosas", "caras" e "adultas" são garantias de sucesso, mesmo que nos atuais padrões, longe das marcas recordes de milhões de exemplares vendidos de uma única edição. Tanto que, em 2005 e no ano passado, esses álbuns especiais com a indicação "para leitores maduros" (mesmo que, de fato, o conteúdo de algumas obras permitisse uma "censura livre") estiveram no topo do ranking de vendas de revistas em quadrinhos naquele país e estão ditando uma nova tendência.

Os recentes cancelamentos de títulos da Disney nos Estados Unidos são apenas um pequeno capítulo dessa história que cada vez menos envolve as crianças em sua trama. Quem tiver a oportunidade de adquirir algumas edições atuais dos gibis norte-americanos da turma de Patópolis, por exemplo, verá que as seções de cartas contêm exclusivamente mensagens de leitores adultos. O fato de, em sua imensa maioria, essas HQs serem apenas republicações de aventuras dos anos 1960 a 1980, não é mera coincidência.

O Melhor da Disney - As Obras Completas de Carl Barks

MônicaVale lembrar que a Disney também foi vítima de uma enxurrada de cancelamentos no Brasil e em Portugal, países em que os leitores desses quadrinhos, a exemplo dos Estados Unidos, são representados em grande parte por maiores de idade.

Dessa forma, as revistas em quadrinhos adultas - e as juvenis - de todos os gêneros estão preenchendo muito mais da metade do espaço nas bancas ou comics shops.

No Brasil, entre os poucos títulos infantis que ainda sobrevivem, os da Turma da Mônica, sozinhos, detêm mais de 70% do mercado nesse segmento. E, embora exista uma renovação constante de crianças leitoras das histórias dos personagens de Mauricio de Sousa, metade do público desses gibis ainda é composto por adultos, segundo informações do próprio quadrinhista.

Calvin & Haroldo Coleções luxuosas como Luluzinha, Recruta Zero, O Melhor da Disney - As Obras Completas de Carl Barks e Turma do Pererê, lançadas no Brasil com preço alto e apelo saudosista, e da mesma forma nos EUA com Calvin & Haroldo, Peanuts, Pimentinha e muitos outros, só corroboram o fato de que, por mais paradoxal que possa parecer, a maioria das publicações infantis está sendo produzida somente para o deleite dos adultos.

Seguindo esse raciocínio, o jornalista Mike Antonucci, autor da matéria do The Detroit News, afirmou categoricamente que a indústria dos quadrinhos está e continuará em declínio, e não é preciso entender isso como um caso restrito aos Estados Unidos. Se, amanhã, não houver adultos suficientes com um interesse mínimo por gibis (pois eles seriam as crianças de hoje que têm pouca afinidade com esse hobby), como essa indústria sobreviverá?

A resposta pode estar no velho clichê, de que "só o tempo dirá".

Texto de Marcus Ramone
Fonte: UniversoHQ