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quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Conan O Bárbaro

Vamos a quinta edição do Carnaval de Quadrinhos das Quartas. Nesta edição o assunto escolhido foi Hqs e cinema.

Decidi então falar de um dos filmes que mais gosto, Conan o Bárbaro.

Apesar de ser tecnicamente uma adaptação ruim, o filme é ótimo. Seja pela trilha sonora belíssima, pelas imagens (retiradas diretamente do imaginário “popular”) baseadas nas obras de Frank Frazetta e nas revistas do gigante de bronze, publicadas pela Marvel Comics.

O filme começou a ser filmado em maio de 1981, na Espanha. Dois armazéns e um hangar em Madri, foram transformados em estúdio para as cenas internas. Em Talamanca, um convento abandonado foi adaptado para as cenas de taverna, e nas montanhas de Sergovia, a vila de Conan foi construída para ser invadida e a seguir incendiada. Cerca de seis mil pessoas, entre atores e pessoal técnico, foram empregadas na produção de Conan, que lançou o então desconhecido ator austríaco Arnold Schwarzenegger ao estrelato.

Conan foi um divisor de águas em termos de cinema de fantasia. Antes dele os filmes de fantasia eram “inverídicos”. Quer dizer, as armas, lugares e armaduras por exemplo, não eram “reais” ou de “uso prático”. Grandes exemplos disso são duas construções do filme. A primeira é a Roda da Dor, onde o cimério ainda criança é preso para trabalhar como escravo, até que é vendido a um Vanir dono de gladiadores. A segunda é o templo de Thulsa Doom, com sua grande escadaria.


SINOPSE

Há muitos anos atrás Thulsa Domm (James Earl Jones), um demoníaco feiticeiro, comanda um ataque a uma aldeia da Ciméria por motivos até hoje não revelados que poderia ser simplesmente pelo prazer de matar ou para descobrir o segredo do aço. Conan (Arnold Schwarzenegger), um cimério, vê seus pais serem mortos na sua frente e seu povo ser massacrado, sendo que ele, ainda criança, é levado para um campo de escravos. Os anos passam e ele desenvolve uma enorme força física, o que faz Conan se tornar gladiador. Ele ainda se mantém determinado a vingar a morte dos pais e quando é libertado tenta alcançar seu objetivo. Conan descobre que Thulsa Doom lidera o misterioso culto da serpente e, tentando se aproximar do feiticeiro, faz amizade com dois ladrões, Valéria (Sandahl Bergman) e Subotai (Gerry Lopez). Ao trio é prometida uma vultosa recompensa pelo rei Osric (Max von Sydow), que quer que o trio de guerreiros resgate sua filha, que se tornou uma seguidora de Thulsa Doom.




INFORMAÇÕES TÉCNICAS

Título no Brasil: Conan, o Bárbaro
Título Original: Conan the Barbarian
País de Origem: EUA
Gênero: Aventura
Tempo de Duração: 130 minutos
Ano de Lançamento: 1982
Estúdio/Distrib.: Fox Filmes
Direção: John Milius

ELENCO

Arnold Schwarzenegger .... Conan
James Earl Jones .... Thulsa Doom
Max von Sydow .... Rei Osric
Sandahl Bergman .... Valéria
Ben Davidson .... Rexor
Gerry Lopez .... Subotai
Mako .... Feiticeiro
Valérie Quennessen .... Princesa
William Smith .... Pai de Conan
Luis Barboo .... Red Hair
Franco Columbu .... Pictish Scout
Akio Mitamura .... General mongol
Nadiuska .... Mãe de Conan
Jorge Saenz .... Conan - jovem



CURIOSIDADES

Os atores Arnold Schwarzenegger e Sandahl Bergman tiveram que realizar todas as suas cenas em Conan, o Bárbaro, já que os produtores não conseguiram encontrar dublês de corpo para ambos.

Apesar de Conan e Valéria serem vistos juntos durante grande parte de Conan, o Bárbaro, ele apenas fala a ela 5 palavras em todo o filme, sendo que isto ocorre logo nos 30 primeiros segundos em que se encontram pela primeira vez.

O sangue usado no filme é na verdade um concentrado no qual era misturado água e vodca antes de ser usado.

O visual de Thulsa Doom e seus guerreiros foi inspirado nos guerreiros presentes em Alexandre Nevsky (1938).

A empresa Mattel era a responsável por produzir brinquedos em torno de Conan, mas após assistir ao filme seus executivos acharam melhor não associar a empresa a um filme com tanta violência e apelo sexual. Deste modo, a Mattel resolveu criar um personagem próprio baseado em Conan, He-Man, criando também uma série de desenhos animados baseado no personagem.

Existem também outras duas versões do filme, com algumas cenas editadas, que possuem 115 e 123 minutos.

Na escolha do personagem Arnold em reunião com Dino de Laurentis (o produtor do filme) disse: Porque um homenzinho como vc tem uma mesa tão grande? Dino de Laurentis depois desta teve que ser convencido a aceitar Arnold no papel Conan.

Agora coloco alguns presentes para os fãs do cimério.

TRILHA SONORA DO FILME CONAN O BÁRBARO



QUADRINIZAÇÃO DO FILME CONAN O BÁRBARO


FONTES

Wikipedia BR
Acervo pessoal


terça-feira, 15 de janeiro de 2008

GENOSHA - A ILHA MUTANTE

Fui convidado a participar do projeto Carnaval de Quadrinhos as Quartas-Feiras pelo Quadrideko.

A idéia deste projeto é muito boa, pois acaba criando algum material de pesquisa em português, coisa cada vez mais difícil. Além é claro, de divertir e fazer relembrar velhas histórias, aventuras e acontecimentos. Esta edição traz textos sobre locais dos quadrinhos. O local que escolhi foi Genosha, conhecida como a Ilha Mutante. Bem, espero que gostem do texto.

GENOSHA

Genosha é uma nação obviamente fictícia, presente nas histórias em quadrinhos do Universo Marvel, publicadas pela Marvel Comics. Ela foi criada por Chris Claremont, aparecendo pela primeira vez em Uncanny X-Men #235 (outubro de 1988). Na minha opinião, o mais importante de seu aparecimento foi justamente sua alegoria inicial, que serviu como uma alusão à escravidão e, posteriormente, ao regime de apartheid da África do Sul. Claro, tudo isso aconteceu antes de se tornar um refúgio mundial para mutantes e, posteriormente a área de um dos maiores desastres do Universo Marvel. Sua capital era a cidade de Hammer Bay.


Mapa da Africa mostrando a localização de Genosha.


Escravidão Mutante

A ilha, situada na costa leste da África, mais precisamente a sudeste de Madagaskar, apresentava um alto padrão de vida, uma excelente economia e liberdade se comparado às perseguições políticas e raciais características de países vizinhos. No entanto, a prosperidade de Genosha era baseada na escravidão de sua população mutante. Mutantes em Genosha eram propriedade do estado e crianças que fossem identificadas com o gene mutante eram submetidas a um processo desenvolvido por David Moreau, mais conhecido como genengenheiro. Esse processo era conhecido como a Genengenharia. Ao passarem por este processo, os jovens mutantes eram transformados em Mutóides (mutantes desprovidos de livre arbítrio).

Mas isso não é o mais aterrorizante, a Genengenharia era também capaz de modificar habilidades mutantes a fim de preencher lacunas de trabalho específicas. Por exemplo, se o estado estava com uma super população de curandeiros, bastava transformar alguns mutantes com poder de cura em mutantes capazes de alterar campos de pressão atmosférica, em jardineiros ou até mesmo mutantes capazes de trabalhar em sidelurgia, fazendo ligações de metais como se fossem de carne e músculos. Atualmente se sabe que não foi o Dr. David Moreau que desenvolveu o processo de criação de Mutóides, tendo apenas sido orientado pelo Homem-Doce (um mutante saído diretamente da Saga Era de Apocalipse).

A cidadania em Genosha era permanente e o governo não reconhecia qualquer emigração. Cidadãos que tentassem deixar o país eram localizados e trazidos de volta à ilha por uma força policial especial conhecida como Magistrados, e problemas com mutantes eram combatidos por um grupo especial conhecido como a Gangue da Pressão.

Genosha aparece pela primeira vez no Universo Marvel quando Jennifer Ransome, namorada do filho do Dr. Moreau foge do país e se refugia na Austrália. Os Magistrados são enviados em seu encalço (pois Jennifer Ransome é uma mutante), e quando de sua captura, também capturam Madelyne Pryor, na época uma X-man. Dando sequência a história Wolverine e Vampira partem atrás das duas para resgatá-las mas são capturados e salvos pelos outros membros da equipe. Durante o resgate, Tempestade e Lupina são feitas prisioneiras, sendo libertas durante a Saga Programa de Extermínio, quando os X-Men derrubam o governo de Genosha supostamente matam Cameron Hodge, antigo aliado do X-Factor original e atual líder de um grupo extremista anti-mutantes.

Guerra Civil

Após a derrubada dos magistrados pelos X-Men, um novo regime genoshano que prometia melhor tratamento aos mutantes foi posto em prática. Seguiu-se então um período de perseguição geral e um grande número de ataques por super-humanos, incluindo os Acólitos de Magneto, que não desejavam perdoar o governo anterior por seus crimes contra mutantes.

Esta é a bandeira de Genosha durante o governo de Magneto, e é baseada na bandeira mostrada em X-Men #113.


Mais tarde, após forte pressao de Magneto, As Nações Unidas cederam Genosha ao poderoso mutante. Ele e seus Acólitos conseguiram estabelecer um período de paz e estabilidade apenas depois de encerrada uma guerra civil entre ele e o restante da população humana liderada pelos Magistrados. Magneto derrotou-os e restaurou a paz na ilha, tornando-a um refúgio para mutantes do mundo todo.

Devastação

Na saga E de Extinção Genosha foi dizimida por um sentinela gigante, do tamanho de um arranha-céu, controlado por Cassandra Nova, a irmã de Xavier. 16 milhões de mutantes foram mortos. Após o massacre, alguns sobreviventes tentaram reerguer a nação. São eles: Magneto, Xavier, Callisto, Sholla e Karima Shapandar, uma Sentinela Ômega (humana com partes cibernéticas). Porém, após o Dia M, praticamente não restou nenhum mutante na ilha, que é habitada apenas por amargurados e perdidos ex-mutantes.

A ilha que já foi um estado opressor de mutantes, um refúgio para mutantes de todo o mundo e um grande campo de extermínio (na batalha com Cassandra Nova). Vamos ver o que os escritores nos reservam sobre seu futuro.

Dados Técnicos

Nome Oficial: Genosha
Localização: Ilha localizada ao leste da Africa (mais precisamente ao sudeste de Madagascar)
População:
(antes do ataque do Super Sentinela) 16,521,063 (após o ataque) aproximadamente 763
Capital: Hammer Bay
Outras Cidades Citadas: Carrion Cove
Primeira aparição ou Menção: Uncanny X-Men #235
Lista de Aparições e Menções;
Uncanny X-Men #235
Uncanny X-Men #236
Uncanny X-Men #237
Uncanny X-Men #238
Uncanny X-Men #259
Uncanny X-Men #262
Uncanny X-Men #264
Uncanny X-Men #270
New Mutants Vol.1 #95
X-Factor #60
Uncanny X-Men #271
New Mutants Vol.1 #96
X-Factor #61
Uncanny X-Men #272
New Mutants Vol.1 #97
X-Factor #62
X-Man Annual 1 ('96)
X-Men: Magneto War #1
Magneto: Rex #1
Magneto: Rex #2
Magneto: Rex #3
Magneto: Rex #4
Magneto: Dark Seduction #1
Magneto: Dark Seduction #2
Magneto: Dark Seduction #3
Magneto: Dark Seduction #4
Uncanny X-Men #392
X-Men #112
Uncanny X-Men #393
X-Men #113
New X-Men #115
New X-Men #116
X-Treme X-Men #46
Excalibur Vol.2 #2
Excalibur Vol.2 #3
Excalibur Vol.2 #4

Curiosidades

O nome David Moreau e a questão de manipulação genética são homenagens ao livro A Ilha do Dr. Moreau, do escritor H. G. Wells.

Outra questão ainda sobre a manipulação genética controlada por um governo pode ser encontrada em uma obra como Admirável Mundo Novo.

Fontes

http://pt.wikipedia.orgl
Wikipédia.org
http://www.comicboards.com
E acervo pessoal


Carnaval de Quadrinhos das Quartas


O Carnaval de Quadrinhos das Quartas é é um projeto de postagem coletiva idealizada pelo Daniel Morine do Blog do Hiroshi. A idéia é a cada semana , propor aos blogs participantes que escrevam sobre um assunto relacionado com quadrinhos , dentro de um tema previamente escolhido. A edição número 1 foi sediada no Blog do Hiroshi e teve como tema um Top 10 sobre quadrinhos e teve a participação do Blog do Hiroshi , Rabisco , Reviews de histórias em quadrinhos , Quadrideko e Zine Acesso . A edição 2 foi sobre os grandes vilões dos quadrinhos, repetindo a participação dos blogs da edição anterior. A terceira edição teve como sede o Rabisco.org e tendo como tema as armas usadas no quadrinhos e teve o reforço de mais dois participantes, a Toca do Calango e o O busilis. Agora na edição número 4, o quartel-general do CQQ vai ser : "Em Algum Lugar dos Quadrinhos" , ou seja , os blogs participantes vão poder falar dos lugares existentes no quadrinhos, como por exemplo, Krypton, Thanagar, Zona Fantasma, Zona Negativa, Gothm City, OA , Atantis, etc.


domingo, 14 de outubro de 2007

Sargento Rock e Companhia Moleza dando uma de "Tropa de Elite"

Ao contrário do que pode-se pensar, o título entre "aspas" não tem nada a ver com o filme brasileiro "Tropa de Elite.

Na realidade o fato aconteceu semana passada nos Estados Unidos. Quando vizinhos de Billy Tucci (mais conhecido no Brasil por criar a guerreira Shi) assustaram-se ao olharem por suas janelas e verem no jardim do escritos e desenhista um pelotão de soldados do exército norte-americano posando em poses de batalha, como se o jardim fosse um campo de treinamento. O detalhe mais intrigante ainda eram os uniformes, pois os mesmos datavam de Segunda Guerra Mundial.

Sgt. Rock and the Lost BattalionMas então veio a explicação, os soldados, nada mais eram do que amigos do artista produzindo referências fotográficas para Tucci desenhar cenas da minissérie Sgt. Rock and the Lost Battalion.

A minissérie em seis edições, que trará de volta o Sargento Rock e a Companhia Moleza, criados no final dos anos 1950, será lançada pela DC Comics.

Co-escrita pelo roteirista e diretor de cinema John Milius (de seu currículo consta, entre outros sucessos, o roteiro do premiado Apocalypse Now, ao lado de Francis Ford Coppola e a direção do primeiro filme de Conan o Bárbaro), a HQ chegará às comic shops dos Estados unidos em 2008.

"Sgt. Rock and the Lost Battalion""Sgt. Rock and the Lost Battalion"

quarta-feira, 18 de julho de 2007

Liga da Justiça ou Os Justiceiros?

Em 1967, ou seja, sete anos após sua estréia nos Estados Unidos, a equipe mais famosa do Universo DC foi lançada em título próprio no Brasil

Os Justiceiros #1 A Panini Comics anunciou que lançará, no segundo semestre de 2007, a edição Arquivo DC - Liga da Justiça da América, com as primeiras histórias do famoso grupo.

As aventuras são dos anos 60, e foram publicadas originalmente nas revistas norte-americanas The Brave and the Bold (a edição 28 trouxe a primeira aparição da Liga, enfrentando Starro, o Conquistador) e Justice League of America.

Influenciado pela National Football League, o criador Gardner Fox utilizou a palavra "Liga" para denominar seu novo grupo de heróis. O desenhista Mike Sekowsky foi responsável pelo visual. A equipe original era formada por Super-Homem, Batman, Mulher-Maravilha, Aquaman, Ajax, o Marciano (atualmente chamado, corretamente, de Caçador de Marte), Flash e Lanterna Verde.

Em 1967, a Liga da Justiça ganhou seu primeiro título próprio por aqui: a revista Os Justiceiros, da Ebal, que teve 28 números publicados, entre setembro de 1967 e dezembro de 1969, além de uma edição especial em cores.

Os Justiceiros #3Para mostrar como a DC gosta de "Crises", o primeiro número apresentou a aventura Crise na Terra-Um.

Nesta edição, os heróis da Liga e da Sociedade da Justiça, de Terras diferentes enfrentam vilões em comum, que trocam de dimensões para enganar os mocinhos. São eles Crono, o Alquimista, Felix Fausto (Terra-1) e Pingente, Violinista e o Bruxo (Terra-2).

Na segunda edição, um confronto com Despero, com um visual bem diferente do atual. O vilão também dá as caras no número 15, na verdade sua primeira aparição, publicada originalmente no titulo Justice League of América 1 (a Ebal lançou as aventuras fora de cronologia - veja no final da matéria).

Outra curiosidade é que na capa do número 3, é possível conferir que o leitor encontrará "o maior grupo de super-heróis já publicados em uma só revista", com 18 heróis listados. Curiosamente, só cinco membros da Liga participam da aventura desta revista. O restante dos heróis não apareceram na história.

Os Justiceiros #4Outra HQ interessante é a do número 10, na qual Zatanna (que tinha seu nome escrito com um "n" apenas) solicita ajuda dos heróis para localizar seu pai, o também mágico Zatara, que fará todo o possível para não ser encontrado. O curioso título da trama é Z de Zatana e Zero Hora.

A edição 12 trouxe a primeira história publicada nos Estados Unidos com a Liga, na qual os heróis enfrentam a ameaça alienígena Starro, uma espécie de estrela-do-mar que controla mentes, e só descobrem como derrotá-lo com a ajuda de Johnny Brasa, o jovem Snapper Carr, que se tornou uma espécie de "mascote" da equipe. O nome do personagem veio do fato de ele ficar constantemente estalando os dedos. As editoras brasileiras adoravam traduzir nomes, vide Pedro Prado como Peter Parker.
A origem do poderoso andróide Amazo é narrada na edição 13, em que a cria do Professor Ivo mostra todo o seu poder e quase vence os heróis. Derrotado, o vilão vira troféu no esconderijo da Liga.

A entrada do Arqueiro Verde na equipe, citada na aventura A Busca (Panini Comics, DC Especial 1, 2004), teve sua história publicada no número 18 desta série. O herói é escolhido para ser o novo membro da Liga da Justiça, mas é seqüestrado e, no final, salva os companheiros com uma de suas "mitológicas" flechas especiais, a flecha-diamante.

Os Justiceiros No número 23, a origem da Liga, na qual a equipe conta para Johnny Brasa que os sete heróis (Super-Homem, Batman, Mulher-Maravilha, Lanterna Verde, Flash, Aquaman e Ajax, o Marciano) se encontraram pela primeira vez ao enfrentar sete alienígenas que usariam a Terra como campo de batalha, para decidir qual seria o próximo Imperador de seu planeta.

Nas demais edições, a quase totalidade das tramas versava sobre alienígenas que ora seqüestravam os heróis, ora tentavam conquistar a Terra. Alguns cientistas malucos, feiticeiros, bruxos e um ou outro vilão, como o Doutor Luz e Félix Fausto, também marcaram presença.

Os Justiceiros Uma diversão à parte são as traduções feitas na época. Mulher-Maravilha, por exemplo, era Miss América. E o melhor foi reservado para os vilões, que tanto queriam derrotar os famosos heróis: Starro, o Conquistador, chamava-se Estelo, o Conquistador. O andróide Amazo, criação do Professor Ivo, era conhecido como Pasmo. A Liga corria risco de morrer de rir, isso sim.

E, por falar em diversão, com o devido desconto, já que os tempos eram outros, momentos marcantes faziam parte da rotina da equipe, como esse carinhoso abraço entre o Lanterna Verde, Zatanna e Batman (sempre ele!), ou esse "fora" do Homem-Morcego, preocupadíssimo com a pessoa com que ele teve contato recentemente, como mostrado na imagem acima.

Os Justiceiros em Cores Outra curiosidade são as cores das capas das edições. O Lanterna Verde Hal Jordan frequentemente aparecia loiro; Ajax surgia como um homem careca, de pele branca, uniforme azul e capa vermelha (um cover do Super-Homem) e o uniforme de Aquaman tinha tonalidades que variavam, verde, laranja ou amarelo. Realmente psicodélico.

As revistas, sempre com 32 páginas, apresentavam, além de uma história da Liga, outras aventuras curtas, a maioria com o personagem Ted Múltiple, e algumas HQs cômicas de uma página.

Além disso, vários números apresentavam, na contracapa, a seção Notícias em Quadrinhos, com artigos curtos sobre criadores famosos, cartas, dúvidas dos leitores, visitas a redação da Ebal, lançamentos da editora e até algumas novidades ao redor do mundo.

Uma ultima curiosidade: a edição Os Justiceiros em Cores 1 apresenta a trama Divididos são Derrotados, com roteiro de Denny O'Neil e desenhos de Sid Greene, na qual os heróis enfrentam uma pequena e ridícula brigada de militares que quer dominar os Estados Unidos, utilizando uma arma que afeta a moral das pessoas. Infame mesmo...

Os Justiceiros #13Abaixo a maioria das histórias da Liga da Justiça publicada pela Ebal, e as respectivas edições originais (como se pode notar, a cronologia não era um dos pontos fortes):

Justiceiros # 1 - Crise na Terra Um (JLA # 21)

Justiceiros # 2 - Quatro Mundos a Conquistar (JLA # 26)

Justiceiros # 3 - Os Bandidos do Infinito (JLA # 25)

Justiceiros # 4 - O Caso dos Super-Poderes Proibidos (JLA # 28)

Justiceiros # 5 - Metamorfo Diz... Não (JLA # 42)

Justiceiros # 6 - A Praga que Atingiu a Liga da Justiça (JLA # 44)

Justiceiros # 7 - O Mistério de X - O Homem do Espaço (JLA # 20)

Justiceiros # 8 - A Ameaça do Verdadeiro ou Falso Bruxo (JLA # 49)

Os Justiceiros #18Justiceiros # 9 - O Senhor do Tempo ataca o Século XX (JLA # 50)

Justiceiros # 10 - Z de Zatana e Zero Hora (JLA # 51)

Justiceiros # 11 - Criaturas Indestrutíveis da Ilha dos Pesadelos (JLA # 40)

Justiceiros # 12 - Estelo, o Conquistador (The Brave and the Bold # 28)

Justiceiros # 13 - O Caso do Roubo dos Superpoderes (The Brave and the Bold # 30)

Justiceiros # 14 - O Desafio do Mestre das Armas (The Brave and the Bold # 29)

Justiceiros # 15 - Viagem sem Retorno (JLA # 1)

Justiceiros # 16 - O Segredo dos Feiticeiros Sinistros (JLA # 2)

Os Justiceiros #15Justiceiros # 17 - A Nau Escrava do Espaço (JLA # 3)

Justiceiros # 18 - A Destruição do Diamante Estrela (JLA # 4)

Justiceiros # 19 - A Gravidade Descontrolada (JLA # 5)

Justiceiros # 20 - A Roda do Infortúnio (JLA # 6)

Justiceiros # 21 - O Parque de Diversões Cósmico (JLA # 7)

Justiceiros # 22 - Vende-se a Liga da Justiça (JLA # 8)

Justiceiros # 23 - A Origem da Liga da Justiça (JLA # 9)

Justiceiros # 24 - Os Dedos Fantásticos de Felix Faust (JLA # 10)

Justiceiros # 25 - A Hora Final (JLA # 11)

Os Justiceiros #23Justiceiros # 26 - O Último Caso da Liga da Justiça (JLA # 12)

Justiceiros # 27 - O Mistério dos Robôs da Liga da Justiça (JLA # 13)

Justiceiros # 28 - A Ameaça da Bomba Elektron (JLA # 14)

Os Justiceiros em Cores # 1 - Divididos são Derrotados (JLA # 66)

Almanaque Quadrinhos 1969 - Cinco Justiceiros fora de Ação (JLA # 52)

Batman e Superman em Cores # 5 - O Criador do Caos (JLA # 68)

Superboy-Bi # 19 - Crise na Terra-Dois (JLA # 22)

Superboy-Bi # 40 - Os Zangões da Rainha-Abelha (JLA # 23)

Superboy-Bi # 41 - Crise em Terra-3 (JLA # 29) e A Terra mais Perigosa de Todas (JLA # 30)

quinta-feira, 28 de junho de 2007

Fan Filme de Civil War

Um amigo (Sid) me mandou este arquivo que ele fez como um estudo sobre a criação de ambientes 3d utilizando arquivos 2d, além de ser um meio de amarrar duas de suas (e minhas tb) paixões: quadrinhos e animação. O resultado ficou muito bom.

"Fan Film (http://pt.wikipedia.org/wiki/Fan_film) - Fan films são produções amadoras relacionadas a uma obra existente (não necessariamente outro filme), criado por fãs. Um exemplo são os vídeos sobre Star Wars, com diversos projetos finalizados e em andamento. Um fan film pode ser considerado como uma mídia que estar ganhando mais espaço com a internet e um forma de artistas se expressar e criar flmes pelo fato de gostarem e não de fins inteiramente lucrativos.
Em geral um fan film não recebe autorização dos produtores, mas em casos notáveis pode ser reconhecido. (Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.)

Civil War (http://pt.wikipedia.org/wiki/Civil_war_%28historia_em_quadrinhos%29) - História da Marvel onde o governo americano, após um incidente envolvendo jovens heróis ( Novos Guerreiros) que acaba por destruir uma escola, matando várias crianças, decide criar um registro de heróis, lançando uma "caça às bruxas" contra os heróis que não aderirem ao registro. Com isso os heróis se dividem em 2 grupos rivais: o grupo que apoia o registro, liderado pelo Homem de Ferro, e o grupo que discorda do registro, liderado pelo Capitão América.
A Saga se destaca por trazer velhos personagens de volta a continuidade da editora. (Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.)

segunda-feira, 30 de abril de 2007

Robô Gigante

Em homenagem a uma das melhores séries japonesas que já vi.

A música tema era muito boa mesmo.

Robô Gigante


Criação de Mitsuteru Yokoyama completa 40 anos

Qual seria o nome mais óbvio para se chamar um robô grande como um edifício? Robô Gigante, claro! Mas há 40 anos, tudo era novidade e esse foi o nome do herói de um dos seriados mais interessantes de seu tempo. Gigantescos robôs guerreiros já haviam aparecido em mangás na década de 1940, em plena Segunda Guerra Mundial. Mas a cara de esfinge idealizada pelo desenhista Mitsuteru Yokoyama logo chamou a atenção do público quando ele apareceu pela primeira vez em mangá, em abril de 1967. Adaptado para a TV pela Toei Company poucos meses depois, seu seriado trazia todo o charme e ingenuidade dos filmes de ficção científica desse período.

A trama


No início da aventura, um ser espacial vem com sua nave à Terra e decide conquistá-la usando sua avançada tecnologia para criar monstros e máquinas de guerra. O invasor em questão é o monstro que se auto-intitula Imperador Guilhotina, líder do Bando BF (Big Fire), um exército de soldados e cientistas sempre prontos para cumprir seus planos de dominação mundial. Contra eles, a organização paramilitar Unicorn tem agentes especiais sempre prontos para o combate.
Numa noite tranqüila, o monstro marinho Dacolar surge e afunda um navio de passageiros japoneses, iniciando os ataques do Bando BF. Os únicos sobreviventes são o garoto Daisako Kusama (que viajava sozinho) e um homem chamado Jyuro Minami, o agente secreto U3, da Unicorn. Chegando em uma ilha misteriosa que servia de base para o BF, eles são capturados e levados a um hangar subterrâneo. Lá, encontram o enorme robô de combate que estava sendo finalizado. O cientista que estava sendo forçado a construir o chamado Robô Gigante, mostra a Daisako e Minami o relógio-comunicador que seria usado para comandar sua criação. De brincadeira, Daisako fala perto do microfone, e sua voz acaba sendo registrada na memória do Robô. Mas o velho cientista tinha planos de destruir o gigante de metal para que não fosse usado contra a humanidade e se rebela contra seus captores. Ele acaba morto, mas antes consegue ativar uma bomba que havia preparado.

Minami e Daisako escapam por pouco e, de longe, vêem a base voar pelos ares. Mas, para a surpresa de todos, o Robô Gigante resistiu e a explosão fez com que seus circuitos fossem ativados. Uma vez operacional, Daisako descobre que podia controlar o Robô. Tendo sido a primeira voz identificada pelo gigante, o garoto passa a ser seu mestre.



Recrutado para a Unicorn pelo Chefe Azuma, Daisako recebe o codinome U7, passando a agir secretamente para combater o Bando BF. Entre os destaques da equipe, havia ainda outra criança, a pequena Mari Hanamura, dotada de extrema inteligência.

Arma suprema da Unicorn, o Robô Gigante era capaz de voar e desferir uma variedade de ataques, como raios laser (emitidos dos olhos), lança-chamas (da boca), mísseis (da ponta dos dedos) e seu mais famoso golpe, o Soco de 1 Megaton, que levava qualquer inimigo a nocaute. Enfrentando monstros, outros robôs e gigantescas máquinas de guerra, o Robô Gigante trava batalhas difíceis, sempre vencendo graças ao seu vasto arsenal.

No final da série, o Imperador Guilhotina se torna um gigante e ameaça explodir seu corpo com força suficiente para destruir a Terra. Restou ao robô levar a ameaça para longe e, contrariando ordens de Daisako e mostrando vontade própria, explodir no espaço junto com o vilão. Foi um final bastante dramático e até incomum nesse gênero de seriado, quebrando clichês e deixando muitos fãs chocados.

Aterrisando no Ocidente


Nos EUA, a série foi rebatizada como Johnny Sokko and His Flying Robot. Esse era o título que aparecia na abertura da versão exibida no Brasil. Além da mudança de Daisako para Johnny, o herói Minami fora rebatizado de Jerry e o Bando BF virou a Gargoyle Gang, entre outras alterações. Ignorando tudo isso, a adaptação brasileira seguiu o texto original e manteve os nomes japoneses quando a série foi exibida nos anos 70 na extinta TV Tupi e posteriormente na TV Record.

Uma grande picaretagem cometida na versão exibida nos EUA foi que a empresa American International Television inventou novos créditos, dando a entender que o Robô Gigante era uma produção estadunidense. Tal prática de se chamar tradutor de “roteirista”, responsável pela adaptação de “diretor” e o dono da distribuidora de “produtor” se perpetrou em muitas séries japonesas traduzidas para o público dos EUA e depois redistribuídas para o resto do mundo.
Em 1970, quatro episódios (incluindo o primeiro e o último) foram editados na forma de um longa-metragem para a TV nos EUA, intitulado Voyage into space. O curioso é que a saga toda se passa na Terra (e não no espaço sideral), fato que passou desapercebido pela distribuidora na hora da criação do título.

Série cultuada entre fãs nostálgicos, sua fama atravessou décadas e, em 1992, ganhou uma renomada minissérie em animê diretamente para o mercado de vídeo. Em fevereiro deste ano, uma nova série de TV em animação foi lançada no Japão. Outras animações já foram anunciadas, renovando o fôlego do velho robô para continuar conquistando novas gerações de fãs.

Curiosidades sobre a série

O título original, Giant Robo (e não “Robot”) é apenas um dos muitos exemplos de inglês errado que aparecem na mídia japonesa. Grafado assim, pode-se dizer que é um nome próprio derivado de “robot”, e não a palavra propriamente dita, por mais estranho que possa parecer.

O ator-mirim Mitsunobu Kaneko havia se destacado antes na série Akuma-kun (“O Pequeno Demônio”), produzido pelo mesmo estúdio Toei Company. Ele nunca mais teve um trabalho de repercussão e logo saiu da área artística. Faleceu em 1997, aos 41 anos.

O robô grandalhão apareceu em abril de 1967 na revista semanal japonesa Shonen Sunday, da editora Shogakukan. Voltada ao público adolescente masculino, a revista apresentou vários personagens que seriam conhecidos no Brasil, como Ranma ½, Patlabor, Mai – A garota sensitiva, Inu-Yasha e Kamen Rider Black.

O autor do mangá, Mitsuteru Yokoyama, nasceu em junho de 1934 e morreu em abril de 2004, vítima de um incêndio acidental em sua residência.

Os agentes da Unicorn se saudavam com um gesto de levantar a mão direita e raspar a ponta do polegar com os dedos indicador e médio. O gesto era acompanhado de um forte som (“fuip”), que entrava como efeito sonoro. Muitos garotos certamente tentaram imitar a saudação, sem sucesso...

Apesar dos avançados jatos individuais que usavam nas costas para voar e de seus comunicadores em forma de caneta, os agentes da Unicorn usavam armas contemporâneas, como pistolas automáticas e metralhadoras.

Criada numa época anterior ao termo “politicamente correto”, a série mostrava as crianças Daisako e Marie manejando armas de fogo realistas e liquidando os capangas do Bando BF com naturalidade. Tal coisa seria impensável nos dias de hoje, ainda mais em se tratando de uma série para exportação.

Ficha técnica
Título original: Giant Robo
Estréia no Japão: 11/10/1967 (Net - atual TV Asahi)
Número de episódios: 26
Criação: Mitsuteru Yokoyama
Roteiro: Masaru Igami, Hisashi Abe e outros
Trilha sonora: Takeo Yamashita
Direção: Hiroichi Takemoto e outros
Produção: Toei Company
Emissoras no Brasil: TV Tupi e TV Record
Elenco:Mitsunobu Kaneko: Daisaku Kusama/ U7 Akio Itoh: Jyuro Minami/ U3 Yumiko Katayama: Mitsuko Nishino/ U5 Tomomi Kuwabara: Mari Hanamura/ U6 Shozaburou Date: Chefe Azuma/ U1 Matasaburo Tanba: Aranha Toshiyuki Shiyama: Imperador Guilhotina

Fonte: Omelete